Quando criança eu era muito curioso para saber o que vem depois da morte.
Morar no quarto andar me fez não pular, mas se eu morasse mais alto, alto o bastante para saber que eu iria morrer, quem sabe eu não teria a resposta?
Exagero, eu sei... Mas dá pra entender?
on a whim
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
O Super Susto
Era uma vez um pescador que vivia em uma cabana perto do mar.
Certo dia, quando estava no mar, um tubarão o comeu, mas não mordeu:
- Que sorte! - falou.
Ele viu que o tubarão era um robô comandado por uma pessoa que estava tentando dar sustos:
- O que você está tentando, me dar um susto?
- É.
- Para me matar?
- Não! Eu estava tentando te levar para um concurso de pesca. O vencedor do concurso ganhará uma linda princesa. Você aceita?
- Sim.
O pescador ganhou e o casamento foi um sucesso. O tubarão robô teve que pifar para não assustar mais ninguém.
O pescador pescou trezentos e quarenta e três peixes.
Bruno Poletti, 1ª série.
Certo dia, quando estava no mar, um tubarão o comeu, mas não mordeu:
- Que sorte! - falou.
Ele viu que o tubarão era um robô comandado por uma pessoa que estava tentando dar sustos:
- O que você está tentando, me dar um susto?
- É.
- Para me matar?
- Não! Eu estava tentando te levar para um concurso de pesca. O vencedor do concurso ganhará uma linda princesa. Você aceita?
- Sim.
O pescador ganhou e o casamento foi um sucesso. O tubarão robô teve que pifar para não assustar mais ninguém.
O pescador pescou trezentos e quarenta e três peixes.
Bruno Poletti, 1ª série.
domingo, 26 de junho de 2011
Território inóspito
Eu quero escrever mas eu não consigo, as lágrimas já levaram tudo embora. Eu digo que não sei o que está acontecendo, mas eu sei, e é você. Ou sou eu, nesse ponto já não sei mais de nada.
Fato é que eu tento esconder isso, escondo isso com humor, escondo isso dizendo verdades em tom de brincadeira. É um mecanismo de defesa automático (com perdão do pleonasmo, pois acho bom frisar a minha falta de controle) que me impede de cair de cara.
É platônico, só percebo isso agora, antes era só paixão, mas agora sei que é platônico. Não te conheço, cada dia mais você se torna um mistério para mim. Eu preciso depositar alguma paixão em alguém, e no momento é você, mas eu mal te conheço, independente do tempo de convivência.
Eu não sei porque. Eu não sei o que você vai pensar se um dia eu decidir te mostrar isso, não sei qual será a sua reação, não sei de nada! E acho que por isso eu temo, temo em não ser o que você esperava, temo que me escondi tanto que isso será um choque muito grande. Sorte é quando consigo me esconder até de mim mesmo, me convencer que não é bem assim. É foda perder o controle da lógica desse jeito. Chega a ser engraçado, como algo tão simples, que todos passam um dia se torna tão confuso e frustrante para mim, que penso saber decifrar tudo em que coloco minha mente. Faz com que eu me sinta uma tremenda farsa.
Amanhã eu sei que estarei me escondendo novamente e vou pensar que esse texto é pura baboseira, então aproveite o momento de (imensa) vulnerabilidade da minha parte. Todas as minhas defesas caíram, principalmente no último trago, portanto te dou, hesitantemente, a liberdade de fazer comigo o que quiser, porque eu sozinho não conseguirei fazer muita coisa.
Desculpe não ter sido muito conciso, mas é o mais organizado que pude deixar e tenha certeza que estas palavras são honestas.
Fato é que eu tento esconder isso, escondo isso com humor, escondo isso dizendo verdades em tom de brincadeira. É um mecanismo de defesa automático (com perdão do pleonasmo, pois acho bom frisar a minha falta de controle) que me impede de cair de cara.
É platônico, só percebo isso agora, antes era só paixão, mas agora sei que é platônico. Não te conheço, cada dia mais você se torna um mistério para mim. Eu preciso depositar alguma paixão em alguém, e no momento é você, mas eu mal te conheço, independente do tempo de convivência.
Eu não sei porque. Eu não sei o que você vai pensar se um dia eu decidir te mostrar isso, não sei qual será a sua reação, não sei de nada! E acho que por isso eu temo, temo em não ser o que você esperava, temo que me escondi tanto que isso será um choque muito grande. Sorte é quando consigo me esconder até de mim mesmo, me convencer que não é bem assim. É foda perder o controle da lógica desse jeito. Chega a ser engraçado, como algo tão simples, que todos passam um dia se torna tão confuso e frustrante para mim, que penso saber decifrar tudo em que coloco minha mente. Faz com que eu me sinta uma tremenda farsa.
Amanhã eu sei que estarei me escondendo novamente e vou pensar que esse texto é pura baboseira, então aproveite o momento de (imensa) vulnerabilidade da minha parte. Todas as minhas defesas caíram, principalmente no último trago, portanto te dou, hesitantemente, a liberdade de fazer comigo o que quiser, porque eu sozinho não conseguirei fazer muita coisa.
Desculpe não ter sido muito conciso, mas é o mais organizado que pude deixar e tenha certeza que estas palavras são honestas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Próxima estação: Trianon-Masp
Olha ela ali denovo... Ela é tão bonita, parece ser tão interessante... Ela parou do meu lado! Eu tenho que falar com ela! Toda vez que agente pega o mesmo trem tem essa troca de olhares, mas eu nunca tive a coragem de falar com ela, mas hoje não! Hoje vai ser diferente! Eu vou falar com ela, é só ter forças pra abrir a boca e... Falar... Mas falar o que? Eu vou comentar que o metrô está lotado, só pra quebrar o gelo... Mas...
Próxima estação: Brigadeiro
Aí ela vai achar que eu sou muito bobo, que eu não tenho nada de interessante pra dizer... Caramba, que que eu falo pra ela? E se eu perguntar o que ela faz da vida? É uma boa, mas assim, do nada? Agente nem se deu oi e eu ja vou querer saber da vida dela? Ela nem sabe nada de mim! Mas eu também não tenho como contar algo a ela sobre mim, até porque não tem nada que ela queira saber, ou que qualquer um queira...
Próxima estação: Paraíso
Acho que é isso, ninguém se acha interessante, por isso ninguém se conversa no metrô. Eu sempre fico me perguntando porque, nesse ambiente com tanta gente, ninguém se interessa pelos outros, ninguém conversa... Mas eu sou só mais um destes. Será que todo mundo pensa como eu? Todo mundo aqui parece estar sempre triste... Ela deve achar a mesma coisa!
Próxima estação: Ana Rosa
É isso! Acho que ela vai achar isso algo interessante! Agora só preciso achar as palavras certas... "Porque você acha que ninguém conversa no trem?"... Não, abrir com uma pergunta? Vai ser muito inesperado, ela não vai saber responder. "Estranho que ninguém conversa no trem, né?" ... Não... Já sei, "É impressão minha ou todo mundo no trem é depressivo?" Ela deve achar a mesma coisa, da pra ver no jeito que ela observa as pessoas... Aqui vai...
- É impressão minha ou todo mundo no trem é depressivo?
- Oi?
- É impressão minha ou--
- Desculpa, é aqui que eu desco.
Olha ela ali denovo... Ela é tão bonita, parece ser tão interessante... Ela parou do meu lado! Eu tenho que falar com ela! Toda vez que agente pega o mesmo trem tem essa troca de olhares, mas eu nunca tive a coragem de falar com ela, mas hoje não! Hoje vai ser diferente! Eu vou falar com ela, é só ter forças pra abrir a boca e... Falar... Mas falar o que? Eu vou comentar que o metrô está lotado, só pra quebrar o gelo... Mas...
Próxima estação: Brigadeiro
Aí ela vai achar que eu sou muito bobo, que eu não tenho nada de interessante pra dizer... Caramba, que que eu falo pra ela? E se eu perguntar o que ela faz da vida? É uma boa, mas assim, do nada? Agente nem se deu oi e eu ja vou querer saber da vida dela? Ela nem sabe nada de mim! Mas eu também não tenho como contar algo a ela sobre mim, até porque não tem nada que ela queira saber, ou que qualquer um queira...
Próxima estação: Paraíso
Acho que é isso, ninguém se acha interessante, por isso ninguém se conversa no metrô. Eu sempre fico me perguntando porque, nesse ambiente com tanta gente, ninguém se interessa pelos outros, ninguém conversa... Mas eu sou só mais um destes. Será que todo mundo pensa como eu? Todo mundo aqui parece estar sempre triste... Ela deve achar a mesma coisa!
Próxima estação: Ana Rosa
É isso! Acho que ela vai achar isso algo interessante! Agora só preciso achar as palavras certas... "Porque você acha que ninguém conversa no trem?"... Não, abrir com uma pergunta? Vai ser muito inesperado, ela não vai saber responder. "Estranho que ninguém conversa no trem, né?" ... Não... Já sei, "É impressão minha ou todo mundo no trem é depressivo?" Ela deve achar a mesma coisa, da pra ver no jeito que ela observa as pessoas... Aqui vai...
- É impressão minha ou todo mundo no trem é depressivo?
- Oi?
- É impressão minha ou--
- Desculpa, é aqui que eu desco.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ao me deparar com a minha própria insignificância eu não me sinto rebaixado. Pelo contrário, sinto que cresci, aceito a realidade como é, sem medo, sem receios. Prefirível isto do que viver na ilusão de grandeza.
Eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, nem a mais racional, nem a mais romântica. Minhas amizades não são as mais fortes que existem e minhas atitudes, por vezes são insatisfatórias. Mas este é o preço de se viver em um mundo com sete bilhões de pessoas.
Eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, nem a mais racional, nem a mais romântica. Minhas amizades não são as mais fortes que existem e minhas atitudes, por vezes são insatisfatórias. Mas este é o preço de se viver em um mundo com sete bilhões de pessoas.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Maturidade?
Em algum ponto da nossa vida percebemos que nunca estaremos satisfeitos. Queremos mais, e quando, ou se, conseguimos este algo a mais, queremou mais ainda, mais e mais. E é nesse ponto que nos acomodamos, quando percebemos que a batalha pela satisfação nunca pode ser ganha. Temos de fazer isso, de desistir.
Quantos velhos você não vê por aí odiando a juventude de hoje em dia, reclamando da esperança presente nela, como se isso fosse algo ruim. Dizem que é imaturo agir desta forma, e que devemos crescer, senão não seremos ninguém na vida. Então passam o resto do dia falando sobre o tempo, ou, ironicamente, sobre a sua própria juventude.
Eu digo foda-se a tudo isso, foda-se à maturidade, foda-se ao "acomodamento" e foda-se à autoridade também, porque não?
Se não seguirmos este caminho padrão, da juventude que por fim se torna velhice acomodada, ficaremos sempre frustrados, querendo sempre mais, o que gera certa revolta. Mas revolta abre os olhos, abre sim.
George Carlin morreu com 71 anos, e aos 70 fez seu último especial de humor pela HBO. Ele ja estava velho, mas ele era um velho muito mais interessante do que muitos "homens" de 30 que você vê por aí, ele estava sempre analizando o mundo, adquirindo conhecimento.
Tudo isso porque ele nunca amadureceu, não desta forma. Ele nunca se satisfez com o mundo, e trazia ao palco isso: Experiência no mundo de fora, sem jamais ter desistido de viver.
E morreu assim, insatisfeito, revirando em seu caixão, mas certamente muito mais completo que os "senhores" que morreram junto a ele.
Quantos velhos você não vê por aí odiando a juventude de hoje em dia, reclamando da esperança presente nela, como se isso fosse algo ruim. Dizem que é imaturo agir desta forma, e que devemos crescer, senão não seremos ninguém na vida. Então passam o resto do dia falando sobre o tempo, ou, ironicamente, sobre a sua própria juventude.
Eu digo foda-se a tudo isso, foda-se à maturidade, foda-se ao "acomodamento" e foda-se à autoridade também, porque não?
Se não seguirmos este caminho padrão, da juventude que por fim se torna velhice acomodada, ficaremos sempre frustrados, querendo sempre mais, o que gera certa revolta. Mas revolta abre os olhos, abre sim.
George Carlin morreu com 71 anos, e aos 70 fez seu último especial de humor pela HBO. Ele ja estava velho, mas ele era um velho muito mais interessante do que muitos "homens" de 30 que você vê por aí, ele estava sempre analizando o mundo, adquirindo conhecimento.
Tudo isso porque ele nunca amadureceu, não desta forma. Ele nunca se satisfez com o mundo, e trazia ao palco isso: Experiência no mundo de fora, sem jamais ter desistido de viver.
E morreu assim, insatisfeito, revirando em seu caixão, mas certamente muito mais completo que os "senhores" que morreram junto a ele.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Abismo
É ver o bem e não ligar
É ver o mal e não ligar
É não ligar, ponto final.
É olhar para a vida, e não participar
É essa imensa densidade do ar
Mas não importa; Também é não respirar.
É saber que não é o pior possível
Mas achar que ja está perto o bastante
É saber que não há mais nada a perder
Mas também é o medo de sair perdendo
São todas as oportunidades jogadas fora
No passado, no presente e, porque não, no futuro
São todas as frustrações acumuladas
É o sorriso simpático porém falso, sem forças para segurar
É o nojo do feio, do bonito, do agora
A completa inexistência de sabores
O nada, o vazio
O conforto no breu
Isolamento utópico
Introspecção nula
É o nó na garganta (e olha que minha lágrima não sai sem ajuda)
É o "Vai tomar no cu!" olhando no espelho.
É ver o mal e não ligar
É não ligar, ponto final.
É olhar para a vida, e não participar
É essa imensa densidade do ar
Mas não importa; Também é não respirar.
É saber que não é o pior possível
Mas achar que ja está perto o bastante
É saber que não há mais nada a perder
Mas também é o medo de sair perdendo
São todas as oportunidades jogadas fora
No passado, no presente e, porque não, no futuro
São todas as frustrações acumuladas
É o sorriso simpático porém falso, sem forças para segurar
É o nojo do feio, do bonito, do agora
A completa inexistência de sabores
O nada, o vazio
O conforto no breu
Isolamento utópico
Introspecção nula
É o nó na garganta (e olha que minha lágrima não sai sem ajuda)
É o "Vai tomar no cu!" olhando no espelho.
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