Em algum ponto da nossa vida percebemos que nunca estaremos satisfeitos. Queremos mais, e quando, ou se, conseguimos este algo a mais, queremou mais ainda, mais e mais. E é nesse ponto que nos acomodamos, quando percebemos que a batalha pela satisfação nunca pode ser ganha. Temos de fazer isso, de desistir.
Quantos velhos você não vê por aí odiando a juventude de hoje em dia, reclamando da esperança presente nela, como se isso fosse algo ruim. Dizem que é imaturo agir desta forma, e que devemos crescer, senão não seremos ninguém na vida. Então passam o resto do dia falando sobre o tempo, ou, ironicamente, sobre a sua própria juventude.
Eu digo foda-se a tudo isso, foda-se à maturidade, foda-se ao "acomodamento" e foda-se à autoridade também, porque não?
Se não seguirmos este caminho padrão, da juventude que por fim se torna velhice acomodada, ficaremos sempre frustrados, querendo sempre mais, o que gera certa revolta. Mas revolta abre os olhos, abre sim.
George Carlin morreu com 71 anos, e aos 70 fez seu último especial de humor pela HBO. Ele ja estava velho, mas ele era um velho muito mais interessante do que muitos "homens" de 30 que você vê por aí, ele estava sempre analizando o mundo, adquirindo conhecimento.
Tudo isso porque ele nunca amadureceu, não desta forma. Ele nunca se satisfez com o mundo, e trazia ao palco isso: Experiência no mundo de fora, sem jamais ter desistido de viver.
E morreu assim, insatisfeito, revirando em seu caixão, mas certamente muito mais completo que os "senhores" que morreram junto a ele.
Seu texto me lembrou uma autora dinarquesa que diz: "Existe uma menina em mim que se recusa a morrer". Adorei e concordo, sem essa lado, que consideram inocente e imaturo, a vida não valeria a pena.
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