sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ao me deparar com a minha própria insignificância eu não me sinto rebaixado. Pelo contrário, sinto que cresci, aceito a realidade como é, sem medo, sem receios. Prefirível isto do que viver na ilusão de grandeza.

Eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, nem a mais racional, nem a mais romântica. Minhas amizades não são as mais fortes que existem e minhas atitudes, por vezes são insatisfatórias. Mas este é o preço de se viver em um mundo com sete bilhões de pessoas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Maturidade?

Em algum ponto da nossa vida percebemos que nunca estaremos satisfeitos. Queremos mais, e quando, ou se, conseguimos este algo a mais, queremou mais ainda, mais e mais. E é nesse ponto que nos acomodamos, quando percebemos que a batalha pela satisfação nunca pode ser ganha. Temos de fazer isso, de desistir.

Quantos velhos você não vê por aí odiando a juventude de hoje em dia, reclamando da esperança presente nela, como se isso fosse algo ruim. Dizem que é imaturo agir desta forma, e que devemos crescer, senão não seremos ninguém na vida. Então passam o resto do dia falando sobre o tempo, ou, ironicamente, sobre a sua própria juventude.

Eu digo foda-se a tudo isso, foda-se à maturidade, foda-se ao "acomodamento" e foda-se à autoridade também, porque não?

Se não seguirmos este caminho padrão, da juventude que por fim se torna velhice acomodada, ficaremos sempre frustrados, querendo sempre mais, o que gera certa revolta. Mas revolta abre os olhos, abre sim.

George Carlin morreu com 71 anos, e aos 70 fez seu último especial de humor pela HBO. Ele ja estava velho, mas ele era um velho muito mais interessante do que muitos "homens" de 30 que você vê por aí, ele estava sempre analizando o mundo, adquirindo conhecimento.

Tudo isso porque ele nunca amadureceu, não desta forma. Ele nunca se satisfez com o mundo, e trazia ao palco isso: Experiência no mundo de fora, sem jamais ter desistido de viver.

E morreu assim, insatisfeito, revirando em seu caixão, mas certamente muito mais completo que os "senhores" que morreram junto a ele.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Abismo

É ver o bem e não ligar
É ver o mal e não ligar
É não ligar, ponto final.

É olhar para a vida, e não participar
É essa imensa densidade do ar
Mas não importa; Também é não respirar.

É saber que não é o pior possível
Mas achar que ja está perto o bastante

É saber que não há mais nada a perder
Mas também é o medo de sair perdendo

São todas as oportunidades jogadas fora
No passado, no presente e, porque não, no futuro

São todas as frustrações acumuladas

É o sorriso simpático porém falso, sem forças para segurar

É o nojo do feio, do bonito, do agora

A completa inexistência de sabores

O nada, o vazio

O conforto no breu

Isolamento utópico

Introspecção nula

É o nó na garganta (e olha que minha lágrima não sai sem ajuda)

É o "Vai tomar no cu!" olhando no espelho.