Eu quero escrever mas eu não consigo, as lágrimas já levaram tudo embora. Eu digo que não sei o que está acontecendo, mas eu sei, e é você. Ou sou eu, nesse ponto já não sei mais de nada.
Fato é que eu tento esconder isso, escondo isso com humor, escondo isso dizendo verdades em tom de brincadeira. É um mecanismo de defesa automático (com perdão do pleonasmo, pois acho bom frisar a minha falta de controle) que me impede de cair de cara.
É platônico, só percebo isso agora, antes era só paixão, mas agora sei que é platônico. Não te conheço, cada dia mais você se torna um mistério para mim. Eu preciso depositar alguma paixão em alguém, e no momento é você, mas eu mal te conheço, independente do tempo de convivência.
Eu não sei porque. Eu não sei o que você vai pensar se um dia eu decidir te mostrar isso, não sei qual será a sua reação, não sei de nada! E acho que por isso eu temo, temo em não ser o que você esperava, temo que me escondi tanto que isso será um choque muito grande. Sorte é quando consigo me esconder até de mim mesmo, me convencer que não é bem assim. É foda perder o controle da lógica desse jeito. Chega a ser engraçado, como algo tão simples, que todos passam um dia se torna tão confuso e frustrante para mim, que penso saber decifrar tudo em que coloco minha mente. Faz com que eu me sinta uma tremenda farsa.
Amanhã eu sei que estarei me escondendo novamente e vou pensar que esse texto é pura baboseira, então aproveite o momento de (imensa) vulnerabilidade da minha parte. Todas as minhas defesas caíram, principalmente no último trago, portanto te dou, hesitantemente, a liberdade de fazer comigo o que quiser, porque eu sozinho não conseguirei fazer muita coisa.
Desculpe não ter sido muito conciso, mas é o mais organizado que pude deixar e tenha certeza que estas palavras são honestas.
É foda quando a lógica perde toda a aplicabilidade desse jeito. Se eu medisse os mililitros poderia dizer o quão foda realmente é.
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